

Sergipe retornou à rota dos transplantes renais com doador falecido, após 13 anos. A captação de órgãos que possibilitou o procedimento foi executada no Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse). No último dia 10, o Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU/UFS) realizou um transplante de rim oriundo de doador não vivo.
Segundo o coordenador da Central Estadual de Transplantes em Sergipe (CET/SE), Benito Oliveira Fernandez, o retorno dos transplantes de rins com doador falecido é muito significativo para os pacientes renais crônicos de Sergipe, pois aumenta a capacidade de realização de transplantes no estado. “Após 13 anos, retomar os transplantes renais com doador falecido em Sergipe é um marco para a nossa saúde pública. Esse retorno representa esperança para muitos pacientes sergipanos que possuem doença renal crônica e aguardam pela chance de um novo começo, agora com a possibilidade de realizar o procedimento aqui mesmo, no nosso estado”, destacou.
O transplante foi possível graças à solidariedade de uma família enlutada, que autorizou a doação de órgãos do seu ente falecido. A captação do fígado, rins e córneas do doador foi executada no Huse, na sexta-feira, 10. No mesmo dia, um dos rins seguiu para o HU/UFS, onde foi transplantado para um paciente renal crônico sergipano.
Para o nefrologista Laurisson Albuquerque, responsável pela equipe que realizou o procedimento no HU/UFS, o fato do rim ser captado e transplantado em Sergipe representa um ganho importante à saúde pública do estado. “Esse é um processo em que todos ganham: a equipe, o hospital e, principalmente, o paciente, que acompanhamos desde o início. Sabemos como é gratificante para ele poder receber esse rim aqui no estado, uma limitação que tínhamos antes. Por isso, cada vez mais, queremos quebrar a barreira de fazer o próprio transplante, aqui, em Sergipe, sem que o paciente precise se deslocar para outro estado”, enfatizou.
Recentemente, o Governo do Estado, por meio da SES, assinou contrato com a Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC) para retorno, após 13 anos, dos transplantes de rins com doador vivo e falecido e realização inédita de transplantes de fígado. Em breve, a unidade começará a formar a lista de pacientes para os procedimentos. Até o momento, em Sergipe, o transplante renal acontecia apenas no HU/UFS através de doador vivo, com algum grau de parentesco próximo ao do receptor.
Captação de órgãos
O transplante é uma modalidade terapêutica que só é possível graças à doação de órgãos, que acontece por meio de doador vivo ou falecido. Qualquer pessoa pode, em algum momento da vida, necessitar desse procedimento.
Segundo a CET/SE, em 2024, Sergipe registrou 57 doadores de órgãos falecidos, resultando na captação de 56 rins, 22 fígados e quatro corações. Neste ano, até 12 de outubro, foram contabilizados 41 doadores, sendo captados 42 rins, 21 fígados e quatro corações. Também foram realizados 191 transplantes de córnea e dois transplantes de rim, sendo um com doador vivo e outro com doador falecido.



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