

Nesta quarta-feira, 29, é celebrado o Dia Nacional e Mundial da Psoríase. Por isso, o Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) conscientiza os beneficiários portadores da doença para a importância do acompanhamento médico desta condição crônica. A psoríase ainda não tem causas totalmente esclarecidas, sendo muito determinada pela predisposição genética, e afeta milhões de pessoas no mundo.
Dermatologista do Ipesaúde, a médica Raquel Mazzotti explica que se trata de uma doença de pele inflamatória relativamente comum, não contagiosa, com tratamento, mas ainda sem cura. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e de fontes relacionadas à saúde estimam que a dermatose atinge de 3 a 5 milhões de brasileiros, o que representa aproximadamente 2,5% da população.
“A psoríase é caracterizada pela presença de lesões em placas sobre as superfícies articulares. Então é comum de nós observarmos essas lesões em cotovelos, joelhos, mas também elas podem surgir nas mãos, nos pés, até mesmo nas unhas e no couro cabeludo”, informa a médica.
Para além da influência genética, fatores ambientais e comportamentais também podem atuar tanto no desenvolvimento da psoríase, quanto na piora do quadro, tais como alimentação, ingestão de bebidas alcoólicas, tabagismo, estresse e obesidade. O portador da doença, que é crônica, deve procurar apoio dermatológico para controlar as ocorrências das lesões avermelhadas e que descamam.
Seguir as recomendações médicas com atenção permite a diminuição da quantidade e a intensidade das lesões na pele, propiciando melhor qualidade de vida do paciente, bem como a diminuição da inflamação do organismo como um todo. Em algumas situações, o apoio psicológico pode auxiliar na convivência com a condição ao trabalhar a autoestima e o comportamento anti social provocado por preconceitos e estigmas.
“Apesar de ser uma doença crônica e atualmente não existir uma cura, existe tratamento, e é possível manter a psoríase sob controle com acompanhamento médico do dermatologista e uso de medicações que podem ser tanto cremes, comprimidos ou então medicações até mesmo mais modernas como os imunobiológicos. O tratamento vai também ajudar na redução do risco de artrite psoriásica e no risco cardiovascular”, esclarece Raquel Mazzotti.

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