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Saúde Sergipe

Capacitação reforça importância da necropsia para diagnóstico de febre amarela em animais silvestres

Iniciativa orienta médicos veterinários da vigilância epidemiológica em municípios com áreas de preservação, habitats de primatas não humanos, prin...

18/11/2025 às 20h46
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Fotos: Ascom SES
Fotos: Ascom SES

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen) e o Laboratório de Entomologia e Parasitologia Tropical da Universidade Federal de Sergipe (UFS), realizou, nesta terça-feira, 18, uma capacitação sobre a importância da necropsia para o diagnóstico da febre amarela em animais silvestres. A ação teve como foco, orientar médicos veterinários que atuam na vigilância epidemiológica de cerca de 30 municípios, com áreas de preservação propícias para a circulação de macacos, considerados animais sentinela para o vírus da febre amarela. 

Para a gerente de endemias da SES, Sidney Sá, o curso é de suma importância para a ampliação da vigilância da febre amarela no território. “Sergipe possui áreas com vegetação que são o habitat natural dos macacos e, essenciais para sua sobrevivência. Por isso, esse encontro visa capacitar os profissionais que atuam em regiões que podem ser porta de entrada para o vírus da febre amarela. O nosso principal objetivo é ampliar a vigilância no nosso estado”, destacou.

A vigilância epidemiológica atua no monitoramento da ocorrência de doenças como a febre amarela, que representa risco para a saúde da população e dos macacos. Portanto, a comprovação do óbito de primatas não humanos é uma das ações mais importantes, sendo realizada a necropsia para a retirada dos órgãos desses animais e seu encaminhamento para o laboratório responsável por verificar a causa do óbito. 

Cuidado

Para a professora do Departamento de Morfologia da UFS, Roseli La Corte, o intuito é atualizar os profissionais para que, após a notificação do óbito de um primata não humano, como os saguis, comuns na região, possam realizar a necropsia de forma adequada. “O curso foi bastante enriquecedor, tanto na parte teórica, ministrada pela SES, quanto na prática que realizamos aqui na UFS. Além disso, é importante destacar que a raiva também pode ser uma das causas desses óbitos, pois é um vírus que circula bastante no país e pode levar animais silvestres e domésticos a óbito. Por isso, é importante estarmos vigilantes para reconhecer que evitar o surto da doença”, explicou. 

A febre amarela, embora não esteja em circulação no estado, até o presente momento, tem avançado cada vez mais  em direção ao Nordeste. Nesse sentido, é fundamental que a população também esteja atenta e comunique quando encontrar saguis ou outros tipos de macacos doentes ou mortos.
 

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