

Servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) concluíram o Curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais), promovido gratuitamente pela Coordenação Central de Desenvolvimento da rede. Com carga horária total de 160 horas e formato híbrido, a formação teve origem em uma demanda apresentada pelos profissionais do setor de Registro e Internação do Hospital João XXIII (HJXXIII), que buscavam aprimorar a comunicação com pacientes surdos e promover um atendimento ainda mais inclusivo.

Os servidores do setor relataram que, por atenderem diariamente pessoas com deficiência auditiva, sentiam dificuldade em se comunicar de forma adequada. Essa necessidade levou à proposição de um curso de Libras no Planejamento de Desenvolvimento dos Servidores (Pades), que identifica as principais demandas de formação nas unidades da Fhemig. A iniciativa, além de atender ao HJXXIII, também impulsionou a participação de outras unidades da Rede.
“O curso de Libras foi uma demanda dos servidores, conscientes das barreiras enfrentadas pela comunidade surda e comprometidos em prestar um atendimento de qualidade e inclusivo, especialmente em momentos de extrema necessidade e fragilidade”, relatou Ivani Barbosa, profissional do setor de Registro e Internação do HJXXIII.
As aulas EAD tiveram início em outubro de 2024 e as presenciais em janeiro de 2025. Desde então, foi possível perceber avanços significativos na comunicação com pacientes surdos nas unidades, demonstrando o impacto positivo da capacitação. Os servidores destacaram que mesmo já reconhecendo a importância da acessibilidade, foi por meio do curso que compreenderam, de forma mais profunda, a dimensão do que ela representa no cuidado com o paciente.
O curso foi dividido em 40 horas na modalidade EAD, com momentos síncronos e assíncronos, e 120 horas presenciais. A metodologia combinou conteúdos gramaticais e contextuais, ministrados por um professor ouvinte, com aulas práticas conduzidas por instrutores surdos, o que possibilitou uma troca de experiências significativa.
As aulas presenciais foram realizadas em três unidades da Rede: o Complexo Hospitalar de Especialidades (CHE), com duas turmas; o Instituto Raul Soares (IRS), com quatro turmas; e o Hospital Regional João Penido (HRJP), com uma turma.
Os docentes, todos com formação especializada em Libras e experiência na área da saúde, garantiram a qualidade técnica e a aderência aos objetivos institucionais da capacitação. A relevância do tema e o engajamento das turmas reforçaram o papel da educação permanente como ferramenta de transformação no serviço público.
Entre os participantes, a satisfação foi um dos pontos mais marcantes. “Sempre tive vontade de aprender Libras, mas sentia receio de não conseguir acompanhar o curso. Para minha surpresa, esses momentos de aprendizado se tornaram os mais relaxantes e prazerosos da minha semana, momentos de leveza, satisfação e realização”, contou Márcia Melo, médica pneumologista e coordenadora do setor de imagem do Hospital Eduardo de Menezes (HEM).
Os servidores ressaltaram que o aprendizado em Libras representa apenas o início de um processo contínuo e que, apesar de ainda terem muito a aprender, saíram do curso com a certeza de que deram um passo importante na direção da inclusão e do respeito à diversidade e se comprometeram em continuar aprendendo e promovendo um atendimento cada vez mais acessível e acolhedor a todos.
Com iniciativas como essa, a Fhemig reafirma o compromisso com a formação de seus servidores, com a acessibilidade e com a melhoria contínua do atendimento prestado à população mineira.
O “sinal” da Fhemig
Durante o curso, os instrutores apresentaram às turmas um sinal que representa a Fhemig, já conhecido por parte de membros da comunidade surda. A criação surgiu da união entre a representação da arborização presente nos hospitais da Rede e o conceito de ramificações, que simboliza a própria estrutura da instituição, com a letra “F” de Fhemig. Assim, combinou-se o sinal de uma árvore com o da letra “F”.
A escolha remete a uma tradição da cultura surda, na qual uma pessoa é “batizada” ao receber de outro membro da comunidade um sinal que a identifica. A partir de agora, a Fhemig também possui o seu próprio sinal, um gesto que marca sua presença e compromisso com a inclusão.
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