

Nesta sexta-feira, 12 de Dezembro, é celebrado o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual. Criada em 1961, a data chama a atenção para a importância de combater o preconceito e garantir que pessoas com cegueira ou baixa visão tenham pleno acesso aos seus direitos, à educação e à vida em comunidade.
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) destaca que, na rede de ensino estadual, o trabalho pela inclusão acontece todos os dias. O cuidado envolve desde a estrutura física até o atendimento pedagógico especializado, passando por profissionais capacitados e investimentos constantes em tecnologia assistiva, que ampliam possibilidades de aprendizagem e autonomia.
Atualmente, o Paraná tem 1.516 estudantes com deficiência visual matriculados na rede pública estadual. Eles recebem atendimento especializado, têm acesso a óculos dom uso de inteligência artificial e um programa de promoção da saúde ocular dos estudantes que inclui o repasse de óculos gratuitamente.
Com ações contínuas e investimento em tecnologia, os esforços têm sido empenhados para garantir que cada estudante da Educação Especial encontre, na escola, um espaço acolhedor, acessível e preparado para suas necessidades. “Sabemos que a inclusão não é um gesto pontual. É um trabalho contínuo, construído com responsabilidade e sensibilidade”, afirma o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
“No Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, destacamos o compromisso que levamos muito a sério todos os dias: garantir que nossos alunos tenham acesso a uma escola que os acolhe, respeita suas necessidades e oferece condições reais de aprendizagem e autonomia”, enfatiza.
ATENDIMENTO ESPECIALIZADO– Para atender com qualidade os estudantes o Estado dispõe de 91 Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) e 12 Centros de Atendimento Educacional Especializado (CAEE) e voltados especificamente à Deficiência Visual, presentes em diferentes regiões do Paraná.
Esses CAEEs são instituições que atuam em parceria com o Estado por meio de convênios e que oferecem instrumentação metodológica e acompanhamento educacional com professores especializados.
Já as SRM funcionam nas próprias escolas, no contraturno escolar, e oferecem serviços e ferramentas complementares voltados às necessidades específicas dos estudantes cegos ou com baixa visão. Entre os recursos utilizados estão o sistema Braille, o soroban (ábaco japonês usado para realizar operações matemáticas), diferentes tecnologias assistivas e outras adaptações pedagógicas. Todo esse trabalho é conduzido por profissionais da educação com habilitação em Educação Especial.
Além do suporte instrumental, a grade curricular desses estudantes é reorganizada para priorizar os conteúdos essenciais, como leitura e escrita, habilidades matemáticas básicas, orientação e mobilidade, uso de tecnologias assistivas, além de competências socioemocionais e de autonomia no cotidiano escolar. Esse foco permite que cada aluno avance no seu ritmo, com segurança e qualidade na aprendizagem.
Para a professora Silene Branger Correa, da SRM do Colégio Estadual André Andreatta, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, o atendimento especializado contribui de várias maneiras para o desenvolvimento desses estudantes. “Ele permite dar atenção aos alunos de maneira específica às necessidades de cada um, possibilitando que avancem em seu próprio ritmo”, avalia.
A estudante da 1° série do Ensino Médio, Yasmim Angélica Santos Correa, que tem baixa visão, reconhece a importância da SRM em sua educação. “Além de eu poder dar continuidade a atividades que comecei em sala de aula, tenho contato com novos materiais, tecnologias e jogos educativos que complementam o meu aprendizado”, diz ela.
IA ASSISTIVA- Visando promover a inclusão social de estudantes da rede estadual, desde 2023 o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI) e com apoio da Seed-PR, disponibiliza a 147 alunos cegos da rede estadual o Óculos Amigo.
Utilizando Inteligência Artificial (IA), o dispositivo de tecnologia assistiva fica acoplado na haste dos óculos e transmite informações em tempo real aos usuários, sem necessidade de conexão com a internet. Ele é capaz de ler textos em qualquer superfície, identificar até 200 rostos, e reconhecer diversos objetos e cores. O projeto abrangeu 75 municípios do Paraná e contou com um investimento de R$ 2,9 milhões.
ÓCULOS PARA TODOS– O Programa Bons Olhos Paraná é uma iniciativa voltada à promoção da saúde ocular de crianças e adolescentes da rede pública. O programa inclui triagens, consultas com especialistas, emissão de receituário e a doação gratuita de óculos de grau para os estudantes que necessitarem.
Na terça-feira (9), foi sancionada a Lei nº 22.885/2025, que institui oficialmente o Programa Bons Olhos Paraná como política pública permanente . A iniciativa, já implementada em todo o Estado, passa agora a integrar de forma definitiva as ações das áreas de saúde, educação e assistência social voltadas à promoção da saúde ocular de crianças e adolescentes da rede pública.
Criado pelo Governo do Estado e financiado com recursos do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA), o Bons Olhos Paraná já contemplou mais de 84 mil crianças e adolescentes do 1º ao 9º ano do ensino fundamental da rede pública. Na primeira etapa, 93 municípios foram atendidos, com a entrega de 8,3 mil óculos e investimento de R$ 5 milhões. Já está confirmada a expansão para mais 275 municípios, incluindo 539 mil alunos nas triagens e exames.
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