

Fotos: Nara Cortez
A Secretaria Municipal de Educação (Seduc), realizou nesta segunda-feira, 10, uma formação voltada aos profissionais de apoio, cuidadores e auxiliares da Educação Especial da rede municipal de ensino. A atividade teve como objetivo refletir sobre a importância dos profissionais de apoio no processo de inclusão dos estudantes, conhecer particularidades de uma pessoa surda e apresentar estratégias que favoreçam a participação e a aprendizagem de alunos surdos no ambiente escolar.
A programação foi conduzida pelas formadoras Maria José Mota e Meiry Pires, profissionais com experiência na área da Educação Especial e no atendimento a estudantes surdos. Durante o encontro, foram compartilhadas vivências de sala de aula e situações práticas que contribuíram para aproximar os participantes dos desafios e das possibilidades presentes no cotidiano escolar.
Durante a abertura, Maria José Mota destacou a importância da formação continuada e da disposição dos profissionais para aprender. “O aperfeiçoamento deve fazer parte da rotina de quem atua na Educação, especialmente diante das diferentes necessidades encontradas no cotidiano escolar.“Todos os dias a gente aprende. A gente aprende na prática com os nossos estudantes e aprende aqui com as formadoras”, disse.
Maria José falou ainda sobre a importância de compreender as necessidades de cada estudante e buscar alternativas que favoreçam uma comunicação efetiva. Segundo ela, mesmo quando o profissional ainda não domina a Libras, é possível desenvolver estratégias que contribuam para estabelecer os primeiros vínculos de comunicação e fortalecer a interação com o estudante.
Ao longo da atividade, Meiry Pires reforçou que o trabalho na Educação Especial exige compromisso, respeito e disposição para lidar com diferentes realidades. A formadora destacou que o profissional de apoio não deve enxergar a deficiência como uma barreira para sua atuação, mas buscar conhecimento para oferecer o melhor atendimento possível ao estudante. “Quando a gente se dispõe a ir para uma sala de aula, seja como auxiliar, professor ou sala de recursos, a gente não escolhe o estudante”, afirmou Meiny, ao defender que todos os profissionais devem estar preparados para acolher e acompanhar os alunos em suas especificidades.
A programação contou com momentos de acolhida, diálogo sobre experiências vivenciadas com estudantes da Educação Especial, quiz e exibição de vídeo, promovendo uma formação dinâmica e baseada na troca de conhecimentos.
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