

O Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado nesta quinta-feira (25/7), foi marcado no município pela realização do IV Seminário das Mulheres Negras dos Povos e Comunidades Tradicionais de Camaçari. Promovido pela Prefeitura de Camaçari, através da Secretaria do Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), o evento, que integra as atividades do “Julho Pretas Por Quê?”, aconteceu no Horto Florestal Linaldo da Silva.
De modo a refletir o objetivo do seminário, que é o de promover uma agenda voltada às mulheres negras de Camaçari, combatendo, de forma conjunta, o racismo na sociedade, o evento abordou a temática “Valorizando a Beleza Negra e a Resistência Ancestral por uma Sociedade Antirracista”. Realizada pela Coordenadoria de Igualdade de Direitos e Combate a Discriminação da pasta, na oportunidade, foram palestras, rodas de conversa, oficinas e apresentações culturais.
A gestora da Sedes, Reni Oliveira, destacou o trabalho contínuo que a pasta vem realizando em torno da valorização da mulher negra e de comunidades tradicionais do município. “A secretaria vem fazendo esse tipo de sensibilização o ano inteiro, por meio de visitas, por exemplo, aos Cras [Centro de Referência e Assistência Social], e às escolas, mostrando a importância desse tema para a sociedade”, esclareceu.
Com relação ao tema abordado, o coordenador de Igualdade de Direitos e Combate a Discriminação da Sedes, José Anísio Severino, explicou que, “a escolha foi para fortalecer a ideia de que a beleza está nas pessoas, independente de ser negro ou branco. Ainda quando se fala da beleza negra, ela tende a ficar em segundo plano. Quando a gente coloca isso em evidência, queremos valorizar esse ‘belo’, fazendo intencionalmente esse juízo de valor”.
O evento reuniu participantes, como Claudemira Falcão, 41 anos, psicóloga, moradora do bairro Gleba B. De acordo com ela, em sua trajetória de fortalecimento psíquico, para que pudesse superar a condição de descrédito em que vivia, as amigas tiveram um papel fundamental. “Mulheres precisam escutar que é possível sonhar, chegar em um lugar bom. Boa parte da minha vida trabalhei como empregada doméstica, mas em 2017 me formei como psicóloga. E aí só cresceu essa percepção de que era necessário levar esse tipo de informação para mais mulheres, em especial às que vivem desacreditadas dos seus sonhos”, reconheceu.



















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