

Caboto amanheceu na última sexta-feira (02.fev), vestida com as cores do orixá. Devotos, admiradores e simpatizantes das religiões de matriz africana, se reuniram para celebrar a orixá das águas, com cânticos, danças e tradicionais rituais de agradecimento e entrega de presentes à Rainha do Mar.
Em clima de religiosidade e devoção, homens, mulheres e crianças lotaram as ruas do distrito, que desde o raiar do dia depositaram as ofertas na tenda dos pescadores com os balaios.
Para saudar a Mãe D’Agua, a alvorada de fogos, anunciava que era chegada a hora da entrega dos presentes. Na praia o povo de santo realizava cânticos e danças que antecederam o envio dos balaios na embarcação que saiu em cortejo marítimo pela Baía de Todos os Santos. Flores, perfumes, loções, sabonetes, espelhos e escovas foram deixados para a deusa das águas conhecida pela sua enorme vaidade.
A festividade seguiu até a noite, celebrando o dia com muita música ao som de Pérola Negra, Zé Fernando, Banda Paparico e Charanga da Alegria.
História – A tradição da festa em homenagem a Iemanjá teve início no ano de 1923, na areia da Praia do Rio Vermelho, em Salvador, quando um grupo de 25 pescadores resolveu oferecer presentes para a mãe das águas, clamando por fartura e prosperidade na pesca. Em Caboto, a festividade acontece há mais de 13 anos.




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