

Como parte das ações do Abril Verde, o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic) promoveu um passeio de tototó com ritual religioso e panfletagem em defesa da liberdade religiosa e no combate ao racismo religioso. O evento aconteceu nesta quinta-feira, 24, às margens do rio Sergipe, e contou com a presença da secretária Érica Mitidieri, membros do Conselho Estadual da Promoção de Igualdade Racial (CEPIR) e representantes de povos de matriz africana.
Durante o passeio, foram debatidas ações para o combate ao racismo religioso, além de uma roda de conversa sobre as reivindicações dos povos originários de matriz africana no que se refere à preservação de espaços sagrados, habitação, direitos e outros temas relevantes.
Na ocasião, a secretária Érica Mitidieri destacou a importância do encontro para promoção do diálogo e o respeito à liberdade de crenças: “O desenvolvimento das políticas públicas é fruto dessa interlocução entre as comunidades tradicionais e a gestão pública. Ao ouvi-los, conhecemos suas demandas e agendas para a construção de ações e projetos que venham a oportunizá-los de forma justa e igualitária”.
Força das águas
Os povos de terreiro não apenas prestam culto às religiões de matriz africana, mas também contribuem para a cultura, arte, história e preservação da memória afro-brasileira. Nesse sentido, a Diretoria de Inclusão e Direitos Humanos escolheu o tradicional atracadouro das embarcações de Tototó, no Centro de Aracaju, para a ação “Axé sem Fronteiras”.
A secretária do CEPIR, Ana Iris, que também faz parte do Abaçá São Jorge, explicou a importância da simbologia do ato para os povos de matriz africana, pois as águas representam vida e fonte de energia positiva com a ancestralidade. “A natureza tem uma forte conexão com os povos de terreiro, e é simbólico a Seasic promover o encontro neste espaço. Enquanto parte do Conselho de Promoção da Igualdade Racial, estamos aqui para conscientizar a população sobre a importância de lutarmos contra o racismo”, declarou.
Para celebrar o momento, foi realizado o ritual das águas que representa a purificação, renovação e reverência à água, fonte primordial da vida. Com cânticos, flores, água perfumada e muito axé, o ato ocorreu no encontro das águas do Rio Sergipe com o mar.
Abril Verde
O combate ao racismo religioso e à intolerância religiosa é um dos compromissos do Governo de Sergipe, como preconiza a lei do Abril Verde, por meio da lei nº 9.404/2024, sancionada pelo governador Fábio Mitidieri,. A lei busca proteger os direitos humanos, promover a igualdade religiosa, prevenir conflitos e violência, além de educar e sensibilizar a população.
A legislação também reconhece e estimula boas práticas ao conceder o selo às instituições, organizações ou empresas que promovam ativamente a igualdade religiosa e combatam o racismo religioso em suas práticas e políticas.
“Como parte do nosso compromisso com os Direitos Humanos, através da panfletagem e da mobilização dos povos tradicionais de matriz africana, estamos conscientizando os cidadãos sobre o racismo religioso e a intolerância religiosa no estado”, pontuou a coordenadora de Políticas Públicas em Defesa dos Direitos e Promoção da Igualdade Racial, Ianne Cavalcante.
Mais ações
No próximo dia 28 de abril, será realizado o I Simpósio Sergipano de Combate ao Racismo Religioso e à Intolerância Religiosa, no auditório da Seasic, às 8h. O evento é direcionado a gestores municipais de assistência social e igualdade racial, com o objetivo de promover a criação e implementação de políticas públicas inclusivas, além de formar replicadores de boas práticas antirracistas no âmbito religioso.
Durante o simpósio, será lançado oficialmente o ‘Selo Combate ao Racismo Religioso e à Intolerância Religiosa’, iniciativa que reconhecerá instituições e organizações comprometidas com a diversidade étnico-racial e religiosa.
Já em 30 de abril, serão realizadas rodas de conversa temáticas nos Espaços Cuidar dos bairros Bugio e Santa Maria, em Aracaju. Os encontros, com grupos de até 50 pessoas por local, contarão com mediação especializada, exibição de vídeos e rodas abertas de diálogo com a comunidade sobre história e impactos do racismo religioso.










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