

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) mostram que o Piauí registrou um avanço na realização de transplantes. Até 9 de dezembro de 2025, o estado contabilizou 70 transplantes renais, quase o dobro dos realizados em 2024, quando foram registrados 40. Na área de transplante de córneas, foram 272 procedimentos, superando as 265 cirurgias do ano anterior. No mesmo período, o Piauí registrou 51 doações de múltiplos órgãos, frente a 39 notificadas em 2024, indicando o fortalecimento da cultura de doação e da atuação da Central Estadual de Transplantes.
A vida de Elayne Chaves mudou completamente após receber a ligação do Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina. Era chegada a hora do transplante de rim. Quinze dias após a cirurgia, ela aguardava a alta para reencontrar o pequeno Davi Lucas, de cinco anos, sua maior saudade. A emoção de voltar para casa renascida sintetiza não apenas sua trajetória como paciente renal, mas também o avanço histórico dos transplantes no Piauí em 2025 – ano considerado um marco para a rede estadual.

Elayne viveu dois anos e sete meses em hemodiálise, período que descreve como de resistência e esperança. Logo no início do tratamento, entrou na lista de espera por um rim, onde permaneceu cerca de sete meses. “Pela manhã recebi a notícia de que era compatível e que teria pouco tempo para chegar e me preparar”, relata a paciente. Em pouco mais de uma hora, ela e o esposo já estavam a caminho do HGV, hoje referência no Norte e Nordeste em procedimentos de alta complexidade.
O processo transcorreu com rapidez e organização. Da chegada, por volta das 8h, ao início da cirurgia, às 13h30, todas as etapas – exames, preparação e protocolos – foram realizadas de forma ágil e segura. “A verdade é que não esperava que fosse tão rápido. Foi uma surpresa”, diz Elayne, ainda emocionada.
A assistência recebida foi, segundo ela, um dos pontos mais marcantes da jornada. “Fui muito bem assistida desde o início, desde a recepção, pelos médicos, enfermeiros e toda a equipe. Sou muito grata, pois não me faltou nada”, comenta a transplantada. A evolução clínica reforça o preparo do Sistema Único de Saúde no estado e evidencia o investimento contínuo em capacitação, infraestrutura e ampliação das equipes multiprofissionais envolvidas no cuidado ao paciente transplantado.

O superintendente de média e alta complexidade da Sesapi, Dirceu Campêlo, ressalta que os resultados são fruto de planejamento contínuo e integração entre equipes hospitalares e coordenações estaduais. “Cada transplante realizado é a vitória de uma vida que ganha novas possibilidades. Nosso compromisso é fortalecer essa rede, ampliar a capacidade cirúrgica e garantir que mais pessoas tenham a chance de recomeçar com dignidade e segurança”, destaca o gestor.
Para Elayne, a alta representa mais do que o fim de um ciclo – é o início de uma nova vida. “Entrei no hospital de uma forma e estou saindo totalmente diferente” Em poucas horas, ela finalmente reencontraria Davi Lucas, símbolo maior de sua força, da dedicação das equipes e do caminho que o Piauí vem trilhando para se consolidar como referência nacional em transplantes.
Apesar dos resultados positivos, ainda há desafios: 573 pacientes aguardam transplante renal e 430 esperam por córneas.
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