


“Estamos muito felizes por receber duas novas empresas que estão tentando se viabilizar para ir ao mercado de produtos inovadores”, enfatiza o vice-reitor da UEPG e membro da banca de avaliação, professor Ivo Mottin Demiate. “Uma empresa que trabalha com materiais alternativos e ecológicos, biodegradáveis, sustentáveis a partir de fungos, a Muush; e um outro projeto muito interessante na área de saúde animal, em um primeiro momento, mas que também pode ser expandida para a saúde humana, que é um gel cicatrizante à base de subproduto da industrialização de tilápia, que é a Cicatripep”.
“O processo de avaliação das potenciais startups Cicatripep e Muush significa que a aplicação do planejamento estratégico da Inprotec da Agipi, com vistas a consistir o processo de inovação, empreendedorismo e tecnologia da Universidade em relação à comunidade e empresas, está em pleno andamento, pois cada uma, em que pese tenham vieses diferentes em princípio, poderão atuar em parceria, não só entre si, como também com outras áreas da Universidade”, destaca o chefe da Incubadora de Projetos Tecnológicos, Carlos Ubiratan da Costa Schier. Em nível avançado no processo de incubação, as empresas avaliadas ampliam a carteira de startups da Agipi e contribuem para a qualificação da Agência para obter certificações Cerne (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos) nos níveis 2, 3 e 4, além de ampliar sua evidência e importância no ecossistema de inovação e empreendedorismo na cidade, região e mesmo em nível estadual. “Ambas fazem parte do esforço da equipe da AGIPI em tornar a agência uma das referências na parceria da Universidade com as políticas públicas do Estado em integração com o mercado na busca dos melhores resultados possíveis, tanto em termos de desenvolvimento econômico-social, quanto em soluções para aplicação efetiva na vida das pessoas e empresas”.

Além das duas startups que entrarão no rol da Agipi, são cinco empreendimentos incubados atualmente: Blue Rise, Breven Law, Expurgos, Peplus e Virtwell. A agência também presta apoio a modelos de negócios ou projetos e encaminha para pré-incubação no Centro de Educação Empreendedora (CEE).

O potencial já é reconhecido: o projeto que deu origem à Cicatripep já participou do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), do Governo do Paraná, no qual foi um dos projetos premiados . Agora, o objetivo é partir da pesquisa científica para a aplicação comercial. “Nosso interesse em procurar a Agipi é a gente tirar do balcão do laboratório e ter esse olhar e experiência mais comercial para nos ajudar a alavancar nosso projeto de uma escala mais acadêmica para uma escala mais comercial”, conta o professor Flávio Luís Beltrame.
E o contrário também vale, segundo o professor. O sucesso do produto também pode gerar um incentivo maior à pesquisa e incitar novos projetos, melhorias e testagens cada vez mais rápidas, além de potencializar a conquista de bolsas para pesquisadores. “É empolgante ver que um produto de pesquisa, de dentro do laboratório, pode chegar no mercado e, mais do que isso, ajudar pessoas e animais, no nosso caso. Isso é muito enriquecedor e satisfatório. Eu acho que isso é o objetivo principal”.

Parece couro, mas não é. É muush – um biotecido à base de micélio, uma alternativa de material ecológico que pode revolucionar o mundo da moda. A startup surgiu a partir de pesquisas na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em Ponta Grossa, que originaram diferentes produtos à base de fungos. “Eu não vejo sentido em você desenvolver uma empresa, produtos, alternativas, e deixar fechado em quatro paredes dentro das universidades”, enfatiza Antonio Carlos de Francisco, o professor Tico, um dos fundadores da Muush. Para ele, o diferencial das startups incubadas em um ambiente de inovação como a Agipi é de potencializar soluções inteligentes. “Imagine quantas ideias boas nós temos aqui que ficam no papel e que a gente pode tentar colocar para frente. Essa é uma preocupação nossa, de fazer com que isso chegue ao mercado, que melhore a qualidade de vida das pessoas”.
Para o período de incubação, a expectativa é de muita interação com o ambiente universitário e com diversos cursos da UEPG. “A gente pretende usar todas as áreas de sinergia que nós temos com a universidade e, se for possível, até ampliar, porque a gente não tá pensando só num produto, a gente tá pensando num conjunto de produtos que atendam diversos segmentos e que possam melhorar a vida da sociedade”, finaliza.
Texto e fotos: Aline Jasper






















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