

Foto: Arquivo/IMA
A atuação técnica do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), por meio da Coordenadoria Regional de São Miguel do Oeste, foi fundamental para a construção de uma solução definitiva para um passivo ambiental histórico no Riacho Santa Fé, em Itapiranga, no Extremo Oeste catarinense. O acordo firmado em dezembro de 2025 garantiu o fim do lançamento de efluentes no curso d’água, a recuperação da área degradada e a destinação de mais de R$ 5 milhões em compensações e medidas ambientais.
O trabalho envolveu uma atuação conjunta entre o IMA, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a empresa Seara Alimentos Ltda., encerrando discussões técnicas e administrativas que se estendiam há mais de uma década. O termo de autocomposição foi construído ao longo de cerca de um ano e meio de tratativas, com mais de 40 reuniões e diversas vistorias técnicas em campo.
“Desde as primeiras etapas, os técnicos do IMA acompanharam de forma contínua a avaliação dos impactos ambientais, a análise do sistema de tratamento de efluentes da agroindústria e a definição das alternativas tecnológicas mais adequadas à realidade do Riacho Santa Fé” conta a coordenadora Regional do IMA em São Miguel do Oeste, Narjara Soder Pelissari.
Estudos técnicos demonstraram que, devido à baixa vazão do riacho, o corpo hídrico não possuía capacidade de suporte para o lançamento de efluentes, mesmo após tratamento. A partir dessas constatações, foi definida, com base em critérios técnicos e ambientais, a adoção de uma nova matriz tecnológica. O acordo prevê a construção de um emissário com mais de 3,5 quilômetros de extensão, que conduzirá os efluentes, já tratados por sistema de lodos ativados, até o Rio Uruguai, que apresenta capacidade de suporte compatível.
Até a conclusão das obras, estimada em aproximadamente 15 meses, a empresa se comprometeu a realizar o transporte de efluente tratado para outras unidades industriais, garantindo a interrupção imediata dos lançamentos no Riacho Santa Fé.
Além disso, será executado um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), voltado à restauração das margens e do leito do riacho, com o objetivo de restabelecer o equilíbrio ecológico da área impactada. O acordo também estabelece critérios técnicos para incentivar o reaproveitamento dos recursos hídricos utilizados pela empresa, reforçando o compromisso com o uso sustentável da água.
O termo firmado prevê ainda a aplicação de mais de R$ 4,5 milhões em medidas compensatórias e indenizatórias, com recursos destinados ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL) e a projetos ambientais nos municípios de Itapiranga e São Miguel do Oeste.
Entre as iniciativas contempladas estão a implantação de um Laboratório de Espécies Nativas, com investimento de R$ 550 mil, voltado ao repovoamento responsável do Rio Uruguai e seus afluentes; o projeto Arborização Inteligente, em Itapiranga, também com R$ 550 mil; e a destinação de R$ 1,19 milhão para a Reserva Ambiental Capeti, localizada em São Miguel do Oeste.
Como parte das medidas acordadas, a empresa realizará ainda a doação de duas caminhonetes 4×4 zero-quilômetro para a Coordenadoria de Desenvolvimento Ambiental do IMA em São Miguel do Oeste, fortalecendo a estrutura de fiscalização ambiental e o suporte às ações de campo na região de fronteira.
A construção do acordo contou com o apoio do Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (NUPIA) do MPSC e com a participação dos promotores de Justiça Rafael Rauen Canto, Tiago Prechlhak Ferraz e Marco Aurélio Morosini, além da atuação da Procuradoria Jurídica do IMA (Projur/IMA), por meio do procurador do Estado Fabrício Dalmoro sendo essencial para a análise das alternativas construídas ao longo das tratativas e para a consolidação de um termo de autocomposição juridicamente seguro, compatível com a legislação ambiental e administrativa vigente.
Para o IMA, o resultado reforça a importância do trabalho técnico contínuo, da presença regional e da cooperação institucional na resolução de conflitos ambientais complexos, assegurando benefícios concretos para o meio ambiente e para a sociedade catarinense.
“Este é um resultado significativo, que demonstra a importância do trabalho técnico contínuo e da articulação entre as instituições. O acordo assegura uma solução ambiental baseada em critérios técnicos e científicos, voltada à prevenção de novos impactos, à gestão responsável dos recursos naturais e à geração de benefícios para a população e para o meio ambiente”, destaca o presidente do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA),Josevan Carmo da Cruz Junior.
Piauí Escolas públicas do Piauí mostram, na prática, como cuidar do futuro em ação de educação ambiental
Piauí Semarh conclui instalação de dez estações agrometeorológicas na Bacia do Canindé e fortalece monitoramento climático no Piauí
Piauí Semarh inicia calendário 2026 com distribuição de 11 mil mudas frutíferas e nativas no Piauí
Meio Ambiente Copasa inicia série de reuniões com prefeitos para aprofundar diálogo sobre universalização do saneamento
Meio Ambiente IMA divulga relatório de balneabilidade referente à semana de 19 a 23 de janeiro
Tocantins Governo do Tocantins fortalece adesão ao Projeto Floresta+ e incentiva conservação ambiental no campo Mín. 19° Máx. 29°





